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Conheça melhor as doenças transmitidas pelo Aedes Aegypti

O Brasil vive, uma epidemia de dengue. Além do grande número de casos da doença, o que também preocupa é que o mesmo vetor que a transmite, o mosquito Aedes aegypti, também é o responsável pelo contágio da febre chikungunya e o zika vírus, enfermidades semelhantes e que vem se espalhando pelo país.

A professora do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da UFMG e infectologista, Marise Fonseca, explica que as doenças são clinicamente muito parecidas em relação aos sintomas. “Em todos os casos, os pacientes podem apresentar dores no corpo, febre e manchas vermelhas na pele. O que às diferencia é a gravidade de cada uma”, afirma.

Dengue

Além de ser a mais comum no Brasil, é também a mais grave entre as três patologias. Com curso de aproximadamente sete dias, pode causar febre alta, dores de cabeça, principalmente atrás dos olhos, dores no corpo, fraqueza, prostração, manchas e coceira na pele. “Nos quadros mais graves podem ocorrer fenômenos hemorrágicos”, explica Marise. Ela alerta que em casos extremos a dengue pode levar ao óbito, por choque, ou hemorragia.

Febre chikungunya

Ela pode ser transmitida, também, pelo Aedes albopictus, mosquito presente na área rural. O sintoma mais característico, além dos que são comuns à dengue, é a dor intensa nas articulações. De acordo com a professora, a dor pode durar semanas, ou em casos mais graves tornar-se crônica. “A chikungunya é menos grave que a dengue, no entanto em cerca de 20% dos casos as dores podem persistir por anos. Isso causa uma dificuldade de movimentação, o que tem grande impacto na vida do paciente”, esclarece.

Zika


Por sua vez, é a que apresenta, na maioria das vezes, o quadro mais brando. Os sintomas, semelhantes aos da dengue e da chikungunya, duram em torno de cinco a sete dias. A professora afirma que ainda não foram registrados casos graves da doença no país.

Fatores de risco

Alguns grupos tem o risco de desenvolver quadros mais graves das três doenças. Crianças, obesos, idosos e hipertensos devem ter uma atenção maior. Sangramentos de qualquer tipo, falta de ar, desidratação, queda de pressão e vômito intenso podem ser indicadores de um agravamento do quadro. Mas para todas as pessoas, a professora indica que, ao apresentar os sintomas, seja procurado o serviço de saúde.

Prevenção, diagnóstico e tratamento

A prevenção, em todos os caos, está ligada a evitar o contato com o vetor. Medidas já conhecidas, como não deixar água acumulada em latas, pneus, vasos de plantas, entre outros, se assegurar de que a caixa d’água está bem tampada e limpar calhas, previnem a formação de criadouros do mosquito.

Marise conta, também, que apenas o exame de sangue pode dar um resultado confiável. “O diagnóstico etiológico não existe. Por exemplo, a prova do laço pode ser positiva ou negativa em pessoas com dengue. Não existe nada que, clinicamente, possa definir se o paciente está infectado com algum dos três vírus. Só o exame laboratorial pode dar essa certeza”, conta ela.

Como ainda não existe um antiviral para combater nenhuma das três doenças, o tratamento indicado para elas também é semelhante, de acordo com Marise. “O tratamento nos três casos é suportivo, ou seja, são tratados os sintomas. Então a principal medida é a hidratação e, no caso da chikungunya, os analgésicos”, explica. Como as doenças são muito parecidas, a professora alerta para o risco da medicação sem indicação médica. “No caso da dengue é suspenso o uso de anti-inflamatórios e AAS, medicamentos que aumentam o risco de hemorragia, por isso ao apresentar os sintomas, é importante procurar um médico que fará o diagnóstico corretamente”, explica.